O Irã prepara uma lista de condições para a reabertura do Estreito de Ormuz após solicitação de mediadores, informou Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança Nacional do país. Entre as exigências para a retomada da navegação está o fim da guerra regional.
Rezaei afirmou ter chegado a um acordo com Omã para a criação de um corredor de navegação. A rota utilizaria águas de ambos os países e os navios passariam por um canal central designado, caso os Estados Unidos aceitem as condições impostas por Teerã.
Um porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã declarou que a reabertura do estreito depende da suspensão do que o país descreve como um bloqueio aos portos iranianos. O governo também cobra o pagamento de indenizações e a retirada de sanções impostas por Washington.
Uma fonte de alto escalão informou, nesta quarta-feira, que os detalhes do acordo sobre a via navegável ainda estão sendo discutidos. A Guarda Revolucionária havia indicado que Irã e Omã já haviam concordado sobre a divisão do controle do estreito e de suas receitas.
O tráfego marítimo pela região está praticamente interrompido desde o início da guerra, em fevereiro. Antes do conflito, a via transportava cerca de um quinto dos embarques globais de petróleo e gás natural liquefeito.
Tentativas anteriores de restabelecer o fluxo de navios ocorreram por meio de acordos de cessar-fogo anunciados por Washington e Teerã em abril e junho, mas as medidas não se mantiveram.


