O Irã aprofunda laços financeiros e militares com China e Rússia para contornar sanções dos EUA, segundo analistas de segurança regional. O país busca se posicionar como elo em rede que desafia a influência americana, enquanto Donald Trump anuncia nova campanha de pressão econômica.
Analistas de segurança regional alertaram na quarta-feira que o Irã está fortalecendo laços com Pequim e Moscou. Essa articulação visa contornar as sanções dos Estados Unidos e resistir à nova campanha de “pressão máxima” de Washington. O país se aproxima de blocos não ocidentais, buscando se integrar a ordens econômicas lideradas por Rússia e China.
O presidente Donald Trump declarou na quarta-feira que iniciaria “a operação econômica mais devastadora já feita contra qualquer país”, ameaçando consequências para nações que apoiam o Irã. O diretor sênior do Programa Irã na Fundação para a Defesa das Democracias disse que o Irã precisa se adaptar à pressão política e econômica dos EUA e Israel.
O Irã tem buscado maior integração em estruturas como o BRICS e a Organização de Cooperação de Xangai. O governador do Banco Central do Irã afirmou que Teerã em breve fará parte do Novo Banco de Desenvolvimento, apoiado pelo BRICS. Esse movimento visa proteger o país da pressão política e econômica dos Estados Unidos.
Além disso, há indícios de que Teerã depende de suporte militar e tecnológico russo. Relatos indicam que a Rússia fornece munições, componentes de drones e TNT ao Irã via rotas marítimas no Mar Cáspio. Essa cooperação permite ao país manter-se ativo contra a ordem dos EUA na região.


