O Irã mantém o bloqueio no Estreito de Ormuz, um gargalo crucial para a economia global, e não reabrirá a passagem até que os Estados Unidos atendam às condições estabelecidas por Teerã. As exigências incluem indenização financeira pelos danos da guerra e o fim definitivo dos conflitos regionais.
O bloqueio, imposto após ataques de Estados Unidos e Israel no final de fevereiro, afeta a rota por onde transitavam 20% do transporte de energia mundial antes do conflito. A república islâmica pretende cobrar pedágios pela passagem de embarcações e ataca navios que tentam contornar a rota preferencial.
O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, afirmou que as discussões com Omã sobre a gestão do estreito estavam avançando, mas ressaltou que a reabertura depende de outras condições e da indenização pela violação de um acordo anterior. O Conselho Supremo de Segurança Nacional do Irã exigiu, ainda, que Washington suspenda o bloqueio naval aos portos iranianos e retire forças da região.
Além disso, o comunicado estatal exige que os EUA porem fim definitivo à guerra, incluindo agressões contra aliados iranianos no Líbano, Palestina, Iêmen e Iraque. O Ministério das Relações Exteriores dos Emirados Árabes Unidos condenou, no sábado, um ataque do Irã a um petroleiro da ADNOC no Estreito de Ormuz.


