Irã e Estados Unidos não chegaram a um acordo final até o prazo estabelecido na segunda-feira. Os desentendimentos sobre o programa nuclear iraniano e o Estreito de Ormuz permanecem sem solução após quase seis meses de conflito.
O Irã anunciou um entendimento com Omã sobre uma nova rota comercial de trânsito no estreito. Contudo, o plano depende de aprovação dos EUA e não resolve a questão do bloqueio americano, o programa nuclear iraniano e as negociações mais amplas.
Ormuz, por onde passa um quinto do petróleo mundial, segue no centro do impasse. O Irã exige manter autoridade sobre a passagem no estreito, enquanto os EUA pedem navegação comercial irrestrita. O prazo de sessenta dias foi criado por um memorando de entendimento em junho para cessar hostilidades e discutir sanções e segurança regional.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores iraniano, Esmail Baghaei, informou que os dois países alcançaram um acordo sobre o mapa da rota de trânsito. Donald Trump, em entrevista, afirmou que o Irã deveria apresentar a bandeira branca para encerrar a guerra, mantendo o objetivo de impedir que o país obtenha armas nucleares.
A escalada militar foi marcada por ataques a embarcações comerciais e retaliações dos EUA. O Comando Central dos EUA (CENTCOM) relatou ataques a locais de armazenamento de mísseis e drones iranianos em julho. A ameaça ao tráfego marítimo reduziu a passagem pelo estreito e pressiona a administração Trump a finalizar o conflito.


