Um relatório divulgado nesta segunda-feira, 17 de agosto de 2026, indica que setores radicais no Irã decidiram violar o memorando de entendimento assinado em junho. A notícia surge quando o acordo de 60 dias entre Estados Unidos e Irã expira sem novos termos. O Estreito de Ormuz viu o tráfego de carga cair drasticamente.
Fontes árabes e iranianas, citadas no relatório, sugerem que elementos de liderança do Irã trataram o acordo de junho como preparação para um conflito posterior. Segundo o documento, os radicais concederam maior autoridade ao Corpo de Guardas Revolucionários Islâmicos e aceleraram a produção de mísseis e veículos aéreos não tripulados.
A situação no Estreito de Ormuz reflete a tensão. Dados de tráfego mostram que apenas cinco navios de carga passaram pelo estreito no último sábado, comparado a trinta e um no fim de semana anterior. Desde o início da guerra, em 28 de fevereiro de 2026, o tráfego de navios despencou em noventa por cento.
Apesar do bloqueio de carga, os futuros do petróleo Brent negociaram a 88,45 dólares por barril, com queda de 0,15%, e o WTI a 81,79 dólares, caindo 0,74% na manhã de segunda-feira. Analistas apontam que o potencial de alta de curto prazo no petróleo é limitado devido ao impasse. As ações de grandes empresas, como Exxon Mobil, subiram significativamente no ano, mas o mercado permanece cauteloso.


