O primeiro-ministro do Iraque, Ali al-Zaidi, afirmou que o país sofre com um possível fechamento do Estreito de Ormuz. Segundo ele, Bagdá não pode depender da rota marítima como único caminho para exportar petróleo. A preocupação surge no contexto de tensões no Oriente Médio.
A declaração de al-Zaidi ocorre após ataques recentes contra dois oficiais iraquianos de alto escalão. Um drone atingiu o escritório de um primeiro-ministro da região curda semiautônoma no norte do Iraque. Em outro caso, uma residência de um alto funcionário da inteligência regional foi alvo de um ataque, conforme divulgou o serviço de contraterrorismo iraquiano.
Não houve vítimas nos incidentes. Teerã negou envolvimento nas ações. Um alto funcionário iraniano disse à agência de notícias que o episódio seria “outro exemplo de falsa bandeira vermelha”, afirmando que operações iranianas seriam anunciadas oficialmente.
Em conversa telefônica, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que não tinha informações que confirmassem os ataques partiram do território iraniano. Histórico mostra que forças iranianas e grupos militantes apoiados por Teerã atacaram instalações americanas e bases curdas exiladas no Iraque.
O ataque à administração local do Curdistão foi visto como incomum. O primeiro-ministro da região curda classificou o fato como uma ameaça à estabilidade. Forças dos Estados Unidos na região curda começaram a se retirar antes do prazo de trinta de setembro estabelecido em acordo com Bagdá.


