Israel realizou um bombardeio em uma base aérea na Síria, localizada a 70 quilômetros da fronteira com a Turquia. A ação foi condenada pelos Estados Unidos, e não foi o primeiro ataque israelense ao território sírio neste ano.
Nenhuma justificativa oficial foi apresentada pelo governo de Benjamin Netanyahu sobre o ataque. Analistas especulam que um motivo seria impedir o desenvolvimento da força aérea síria. Outra possibilidade aponta para uma mensagem direcionada à Turquia, aliada do governo sírio de Ahmed al-Sharaa.
A Turquia manteve apoio a milícias anti-Assad, como o grupo jihadista Hayet Tahrir al-Sham (HTS), que dominou Idlib. Israel sempre viu o antigo regime de Bashar al-Assad como adversário por ser aliado do Irã e do Hezbollah.
O embaixador norte-americano Thomas Barrack condenou o bombardeio em nome da administração Trump, afirmando que o governo de al-Sharaa não adotou postura predatória contra Israel. Washington considera o novo regime sírio importante para a estabilidade regional.
Israel mantém presença e ataques nas Colinas do Golã, território ocupado desde 1967, conforme alega a comunidade internacional. Os Estados Unidos e a Colômbia são os únicos que reconhecem a anexação ilegal.


