O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou neste domingo (9) que o país rejeita o plano de 15 pontos para a Faixa de Gaza, apoiado pelo presidente dos Estados Unidos. Netanyahu afirmou que as Forças de Defesa de Israel não realizarão nenhuma retirada do território palestino enquanto o Hamas não estiver “realmente desarmado”.
Netanyahu, em reunião do gabinete, explicou que Israel continuará neutralizando ameaças contra seus cidadãos e forças até que o Hamas se desarme completamente. O documento, que é a última etapa de um cessar-fogo promovido pelos Estados Unidos em outubro, previa que o Hamas entregasse suas armas a uma autoridade palestina, permitindo a retirada israelense em paralelo ao processo de desarmamento.
O governo israelense rejeita essa condição. Além disso, Israel exige a destruição total do arsenal do Hamas. A Junta de Paz, órgão americano responsável pela implementação do acordo, alterou sua posição após reunião com Netanyahu, afirmando que a retirada só ocorreria após um desarmamento “completo”.
O primeiro-ministro, que enfrenta pressão política interna, disse que Israel mantém conversas com os Estados Unidos sobre as objeções. Ele afirmou que o país sabe como manter-se firme nas questões, embora integrantes da Junta de Paz considerem o objetivo de um desarmamento total difícil de alcançar.


