O Itaú BBA elevou o preço-alvo da Copasa de R$ 55,90 para R$ 82,50, mantendo a recomendação de compra. A instituição vê na companhia uma transformação após a privatização, iniciando um ciclo de investimentos fundamental para sua história.
A análise do banco se baseia no crescimento acelerado da base de ativos, no ambiente regulatório favorável e na eficiência operacional da empresa. Segundo a equipe de analistas liderada por Fillipe Andrade, os incentivos regulatórios e a redução de custos podem permitir que a Copasa gere retornos acima do parâmetro regulatório por mais de uma década.
O Itaú BBA estima que a base regulatória de ativos da Copasa quase dobrará até 2033, em termos reais, devido aos investimentos necessários para universalizar os serviços. A privatização deve possibilitar que a companhia capture a maior parte dos ganhos com a diminuição de despesas operacionais até 2041.
A companhia opera sob um modelo regulatório considerado atrativo para empresas de utilities brasileiras, pois reconhece os investimentos e oferece elevado retorno regulatório sobre o capital. O banco também aponta potencial de expansão em Minas Gerais, onde municípios não cobertos pela concessão podem demandar cerca de R$ 34 bilhões.


