O Japão aprova lei para estabelecer uma capital de reserva, visando desafogar a superlotação de Tóquio e criar um plano de contingência contra desastres naturais. A medida busca descentralizar o poder político e econômico do centro tradicional do país.
A criação da nova capital foi um ponto central no acordo de coalizão entre o Partido Liberal Democrata (LDP), liderado pela premiérky Sanae Takaichi, e o Partido Japonês da Inovação (JIP). A descentralização do território era o foco do JIP na negociação.
A região metropolitana de Tóquio abriga cerca de 38 milhões de habitantes, concentrando um terço da população nacional e metade das empresas japonesas listadas. O polo concentra poder político, econômico e cultural, o que gera êxodo de moradores de outras regiões, conforme dados governamentais.
Geograficamente, o Japão está em uma zona de alta atividade tectônica. Tóquio fica próximo ao canal de Nankais, onde seismólogos estimam 80% de chance de megaterremotos superiores a 9 graus Richter nos próximos trinta anos. O desastre de 2011, com força 9, causou quase vinte mil mortes.
Osaka é um dos principais candidatos a sediar o governo temporário em caso de crise, pois a cidade receberá infraestrutura para o deslocamento do Estado. Outros concorrentes incluem Nagoya, Sapporo e Fukuoka, avaliados por seu potencial demográfico, econômico e segurança contra riscos.


