O candidato ao governo de Pernambuco, João Campos (PSB), afirmou nesta quarta-feira (26) que a governadora Raquel Lyra (PSD) mantém um “gabinete do ódio” no governo estadual para atacar adversários políticos. A declaração foi feita em vídeo publicado nas redes sociais após reportagem de emissora de TV apontar a existência de tal estrutura.
Campos disse que denuncia a existência dessa organização há mais de um ano e que a estrutura ataca a ele, seus aliados e sua família de forma caluniosa e difamatória. O candidato citou que a reportagem exibida na noite de terça-feira (25) comprova o caso, mencionando o relato de um servidor de que as decisões seriam tomadas dentro do Palácio do Governo.
A apuração da imprensa indica a existência de uma rede de páginas e perfis no Instagram voltada contra adversários de Raquel Lyra. Segundo a apuração, a estrutura teria relação com recursos de contratos de publicidade de órgãos públicos estaduais.
Um funcionário da Caixa Econômica Federal, cedido ao governo de Pernambuco desde abril de 2025, teria participado da coordenação de páginas com críticas a João Campos. A apuração relacionou o servidor ao Portal de Prefeitura, jornal local que recebeu mais de R$ 600 mil em contratos de publicidade pública, valor que teria financiado a estrutura.
O Portal de Prefeitura negou qualquer vínculo com o chamado gabinete do ódio. A empresa afirmou que as publicações são avaliadas antes da divulgação e que os contratos seguem critérios legais.
A governadora Raquel Lyra negou as informações nesta quarta-feira (26) durante ato de campanha no Recife. Ela informou que o funcionário da Caixa já foi demitido do cargo e afirmou que não faz política baseada em “vale-tudo”, criticando as práticas do PSB.
João Campos declarou que sua equipe jurídica deve adotar medidas em resposta às informações divulgadas.

