Donna Rose, jogadora de rugby, afirma que o Transtorno de Personalidade Borderline funciona como sua superpotência. A atleta, de trinta e cinco anos, usa o esporte para gerenciar sintomas de uma condição de saúde mental que causa instabilidade de humor e relacionamentos.
A atleta, que representou o País de Gales em sua segunda Copa do Mundo, enfrentou desafios diários relacionados à sua condição. Segundo ela, o transtorno se manifesta como forte autocrítica, como se tivesse uma voz interna dizendo que ela não é suficiente. Rose explica que sente emoções de forma muito mais intensa que outras pessoas.
Diagnostica-se com o transtorno aos vinte e um anos. Rose relatou dificuldades de concentração na infância e problemas com a polícia antes de buscar ajuda profissional. Após ser encaminhada para a equipe de crise de saúde mental, recebeu o diagnóstico.
Ela controla os sintomas com medicação diária, mas considera o rugby sua verdadeira terapia. O esporte libera a adrenalina que ela sente internamente. Rose acredita que a condição a tornou uma jogadora melhor, pois ela usa sua intensidade para se tornar disciplinada.
O ambiente do vestiário, com mais de trinta pessoas, é um desafio, mas ela conta com uma rede de apoio composta por colegas de equipe, funcionários e médicos. A atleta também mencionou que o apoio familiar, após o nascimento de sua filha, mudou completamente sua perspectiva sobre a doença.


