Os jogadores da Ponte Preta, clube da Série B, ameaçaram entrar em greve após seis meses sem receber salários. A situação, que coloca o time na parte inferior da tabela, será decidida após reunião sobre a proposta de transformação em SAF.
A ameaça de paralisação ocorreu na última quinta-feira, dia 19, antes da derrota por seis a zero para o Vila Nova. O resultado manteve o time com apenas dez pontos em vinte e três partidas, próximo à zona de rebaixamento para a Série C, ao lado do América Mineiro.
O clube estabeleceu um prazo até a próxima terça-feira, dia 25, para que um acordo sobre os valores pendentes seja firmado. Caso contrário, a diretoria informou que tomará medidas legais, o que inclui a paralisação dos jogos até que atletas e funcionários recebam seus vencimentos.
Em meio à crise, a equipe apresentou uma proposta que sugere a adoção do modelo SAF como alternativa para reorganizar as contas. Essa ideia será discutida na Assembleia Geral Extraordinária marcada para segunda-feira, dia 24, onde o Conselho Deliberativo decidirá sobre a criação da Sociedade Anônima de Futebol.
A proposta financeira apresentada inclui um montante de um bilhão de reais, destinado a cobrir dívidas, investir no futebol por dez anos e modernizar o estádio Moisés Lucarelli. Os atletas afirmaram que a mudança para SAF é essencial para garantir condições de trabalho e honrar os compromissos do clube.


