Uma iniciativa de jogadores na União Europeia busca garantir que jogos digitais permaneçam funcionais após o fim da venda comercial. O movimento, que conta com quase 1,3 milhão de assinaturas, teme que a prática de desligar softwares abra precedentes para o mundo físico.
A disputa surge após a empresa Ubisoft desligar os servidores do jogo The Crew em 2024, impedindo que jogadores continuassem a jogar. A iniciativa Stop Destroying Videogames exige que as empresas mantenham os jogos operacionais, embora não obriguem a manutenção perpétua dos servidores. Os jogadores também pedem a possibilidade de hospedar os servidores próprios.
A Comissão Europeia rejeitou os pedidos em 16 de junho, declarando que não pode impor obrigações legais para a continuidade do jogo após o fim do comércio. Contudo, a Comissão informou que iniciará discussões até o final do ano para criar um “código de conduta para gestão de videogames com vida útil encerrada”.
Gregorová, europarlamentar que apoia a iniciativa, criticou a decisão, afirmando que o lobby industrial é muito forte. Ela argumenta que os jogadores apenas querem usar a cópia que compraram, como um produto físico, e que os argumentos de propriedade intelectual são fracos. A Sony, por exemplo, anunciou que, a partir de 2028, distribuirá todos os novos títulos apenas digitalmente.

