Um jornal cobrou posicionamento do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre o recebimento de R$ 249 mil por um ex-chefe de gabinete de uma lobista. O ex-assessor admitiu o valor, ligado a investigações de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O veículo de comunicação afirmou em editorial, publicado nesta sexta-feira (7), que o ex-assessor atuava como extensão do presidente no governo. A lobista, investigada por ligações com fraudes no INSS, pagava contas pessoais do ex-assessor para viabilizar reuniões no Ministério da Saúde, segundo apurações.
O ex-chefe de gabinete devolveu o montante somente após receber um alerta sobre o vazamento de conversas interceptadas pela Polícia Federal (PF). O jornal questionou a versão de empréstimo entre amigos defendida pelo presidente e solicitou a identificação de quem alertou o ex-assessor sobre a investigação.
O texto concluiu que o presidente não pode transferir a responsabilidade do escândalo a subordinados ou usar o discurso de autonomia da PF para se esquivar da questão.

