O jornalista Carlos Monforte morreu nesta segunda-feira (31), aos 77 anos, enquanto fazia tratamento contra um câncer. Com longa trajetória no telejornalismo brasileiro, o profissional atuou como âncora e editor-chefe em programas de grande audiência, definindo a função como a de quem comanda e decide a sequência dos blocos no jornal.
Monforte começou a trabalhar no jornal A Tribuna, em Santos, em 1972, antes de concluir a graduação. Passou pelo jornal O Estado de S. Paulo e realizou cursos de aperfeiçoamento na França e na Espanha.
A TV Globo contratou o jornalista em 1978. No início da fase televisiva, cobriu as greves dos metalúrgicos do ABC paulista para o Fantástico e o Jornal Nacional. Sobre a transição do impresso para a tela, ele afirmou que levou dois anos para aprender a dinâmica da televisão.
Em 1982, assumiu a editoria de política do Jornal da Globo e, no ano seguinte, tornou-se editor-chefe e comandante do Bom Dia Brasil. O programa foi liderado por ele durante nove anos, com foco em pautas de política e economia.
O comunicador saiu da emissora em 1992 para estruturar a área de comunicação da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Retornou à empresa dois anos depois, como repórter especial em Brasília, onde cobriu a CPI do narcotráfico e entrevistou o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
A partir de 1998, integrou a equipe da GloboNews para apresentar o Espaço Aberto. No fim de 2000, assumiu a coordenação do canal na capital federal e apresentou o Jornal das Dez.

