Um adolescente de dezessete anos dirigiu um longa-metragem independente de 95 minutos em Bauru, interior de São Paulo. A produção, intitulada “Instinto”, foi realizada utilizando apenas um celular, pois o jovem não possuía condições financeiras para adquirir equipamentos profissionais.
Bryan Lopes, o diretor, afirmou que a ideia de gravar com o aparelho surgiu por ser o único equipamento disponível. O filme acompanha uma investigação de um crime brutal e enfrentou dificuldades técnicas, como áudio e iluminação, mas o diretor disse que essas limitações estimularam a criatividade.
O orçamento total da obra foi de R$ 308, levantados com trabalhos extras. Esse valor cobriu alimentação dos atores, um bastão de luz e uma prótese de rosto de látex. As gravações começaram em janeiro, mas foram paralisadas pela saída de atores, sendo retomadas em maio e finalizadas em apenas quatro dias.
O jovem exibiu “Instinto” em uma sala de cinema da cidade no dia oito. Lopes relatou que a experiência foi gratificante. Ele pretende cursar audiovisual após o ensino médio, buscando especialização em direção, roteiro e atuação.


