O Poder Judiciário do Rio Grande do Sul bloqueou pelo menos 54 contas de pessoas físicas e jurídicas. O bloqueio visa ressarcir uma mulher de 70 anos que perdeu 37 milhões de reais em um esquema de falso investimento.
A Polícia Civil investiga o caso na Operação Criptoabate, que apura estelionato mediante fraude eletrônica e lavagem de dinheiro. O chefe do Departamento Estadual de Repressão aos Crimes Cibernéticos, delegado Eibert Moreira, informou que a expectativa é que os valores encontrados cubram o prejuízo da vítima.
A aposentada transferiu o dinheiro ao longo de seis meses, acreditando que investia em uma plataforma com rentabilidade superior à média do mercado. Segundo o delegado, ela só percebeu o golpe ao tentar sacar o valor e receber novos pedidos de pagamento.
Além das contas bloqueadas, um dos alvos da operação foi preso no Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, na última sexta-feira. O homem, morador de Balneário Camboriú, Santa Catarina, era proprietário de uma das instituições financeiras usadas no esquema. A investigação apura que o grupo precisava de apoio financeiro para ocultar os montantes arrecadados, convertendo moeda corrente em criptomoeda.
A Justiça decretou dez prisões preventivas. A Polícia Civil identificou 140 possíveis vítimas em diferentes estados. A fraude, conhecida internacionalmente como “pig butchering”, tem origem no sudeste asiático. A polícia alerta para desconfiar de promessas de rentabilidade muito altas e de plataformas sem credenciais verificáveis.


