Um juiz federal dos Estados Unidos classificou como falso um registro migratório usado no Brasil. O documento, que indicava a entrada de um ex-assessor internacional no país em dezembro de dois mil e vinte e dois, foi objeto de ação judicial movida contra agências americanas.
A transcrição da audiência, ocorrida em vinte e seis de março de dois mil e vinte e seis, detalhou o questionamento do juiz Gregory Presnell. Ele tratou o registro como falso, diferente da classificação anterior da autoridade de fronteira americana, que o havia chamado de “registro errôneo”.
A ação busca documentos do governo americano para esclarecer a origem do dado. Presnell cobrou informações sobre quem criou o registro e como isso ocorreu dentro do sistema oficial. Quatro dias após a audiência, em trinta de março, o juiz expediu uma ordem cumprindo as exigências do tribunal, baseadas na lei americana de acesso à informação.
Anteriormente, em outubro de dois mil e vinte e cinco, a Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos revisou o caso e concluiu que o indivíduo não havia entrado nos Estados Unidos naquela data, retirando o registro incorreto. Contudo, o juiz Presnell avançou a investigação para identificar os responsáveis pela inserção da informação no sistema.

