O julgamento pelo assassinato de Tupac Shakur teve sua primeira semana com depoimentos tensos. A acusação enfrenta dificuldades quase trinta anos após a morte do artista, visto que muitos envolvidos faleceram ou se recusam a cooperar, deixando o caso dependente do que o réu afirma.
Duane Davis, de sessenta e três anos, é acusado de fornecer a arma utilizada no tiroteio de 1996 em Las Vegas. O réu não é acusado de disparar. O processo, que começou na segunda-feira, deve durar quatro a cinco semanas. Três outros homens que estariam no veículo suspeito com Davis já faleceram.
A defesa nega envolvimento de Davis e seu advogado sugeriu que a versão apresentada pela promotoria é falsa. Um ex-agente especial do FBI relatou que Davis começou a cooperar com investigadores em mil novecentos e noventa e oito, após uma operação de tráfico de drogas. Davis, ex-líder de uma gangue, detalhou a noite do assassinato em seu livro.
A promotoria sustenta que o assassinato foi vingança pelo ataque ao sobrinho de Davis, no cassino MGM Grand, em sete de setembro de mil novecentos e noventa e seis. O promotor chefe, Binu Palal, informou aos jurados que a versão seria aprendida com Davis. Contudo, o defensor de Davis afirmou que o réu exagerou e inventou histórias para fins de publicidade e vendas de livros.
Um analista de cenas de crime de Las Vegas, Thomas Kern, testemunhou sobre o exame de corpo de delito. O patologista forense concluiu que a morte de Shakur foi homicídio, causada por múltiplos tiros no tórax e abdômen.

