O julgamento contra um ex-líder de gangue, acusado de orquestrar o assassinato do rapper Tupac Shakur, inicia nesta segunda-feira (10) em Las Vegas. O crime ocorreu em 7 de setembro de 1996, quando o astro do hip-hop estava na cidade para assistir a uma luta de boxe. O Ministério Público busca provar que o indivíduo mandou executar o assassinato e forneceu a arma.
O acusado, de 63 anos, pode receber uma pena de prisão perpétua sem possibilidade de redução. O assassinato de Shakur, aos 25 anos, é um dos crimes não resolvidos mais notórios dos Estados Unidos. A morte do artista, figura central na rivalidade entre as cenas do hip-hop da costa oeste e da costa leste, reacende o debate sobre a disputa entre seu selo, a Death Row Records, e a Bad Boy Records.
Segundo a acusação, a Death Row Records era protegida pela Mob Piru, enquanto a Bad Boy Records contratou a organização rival South Side Compton Crips, liderada pelo acusado. Após um incidente envolvendo um funcionário da Death Row, o chefe da gangue teria organizado uma vingança. A investigação permaneceu estagnada por décadas até a publicação de memórias do acusado em 2019.
Nessas memórias, o ex-líder afirmou estar no banco dianteiro do veículo do crime. Contudo, ele agora nega as confissões anteriores, declarando em março de 2025 que “Sou inocente. Nunca matei ninguém. Eles não têm nenhuma prova contra mim”. O julgamento terá início com a seleção do júri, processo que deve durar uma semana.


