A deputada federal e candidata ao governo do Rio Grande do Sul, Juliana Brizola, defendeu a manutenção do Banrisul como banco de fomento e criticou a gestão fiscal atual em entrevista concedida neste sábado (29), durante a 49ª Expointer, em Esteio.
Brizola afirmou que o agronegócio necessita de financiamento, segurança e previsibilidade para enfrentar as crises climáticas que atingem o Estado. Segundo a candidata, o governo não pode ser um entrave para quem gera emprego e renda.
Sobre as contas públicas, a deputada declarou que a atual governadora entregará um déficit orçamentário de R$ 4,8 bilhões. Ela criticou a venda de empresas, o aumento de impostos e a redução de gastos em carreiras, alegando que esse modelo não desenvolve o Estado nem zera as contas.
Para reverter o cenário, Brizola propôs a adesão ao programa Propague e a prorrogação do fundo de reconstrução via articulação em Brasília. A candidata informou que pretende viabilizar o Fundo Constitucional do Sul, que poderia injetar quase R$ 20 bilhões em recursos próprios para investimentos em saúde, educação e infraestrutura.
Questionada sobre sua posição nas pesquisas eleitorais, a política atribuiu o resultado a 20 anos de trajetória, ao legado de Leonel Brizola e à representatividade feminina. Ela mencionou que as mulheres são a maioria do eleitorado e chefes de família, citando a necessidade de proteção contra feminicídios.
A candidata reafirmou que o Banrisul deve permanecer público e ser fortalecido. Ao final da entrevista, Brizola disse que percorre o Estado ao lado do vice, Edgar Preto, com a intenção de exercer uma liderança política forte junto à coligação em Brasília.

