Os juros futuros registraram pregão positivo na sexta-feira, 21 de agosto, com baixa em vencimentos longos. Agentes apontam que o alívio teve apoio da expectativa de uma disputa presidencial mais equilibrada e do enfraquecimento global do dólar.
O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 recuou de 13,725% para 13,71%. A taxa para janeiro de 2029 caiu para 14,17%, e a de janeiro de 2031 registrou queda de 14,59% para 14,425%. Em termos semanais, a curva de juros futuros brasileira perdeu inclinação, apesar do estresse no mercado de títulos dos Estados Unidos.
A percepção de mercado ganhou força com rumores sobre pesquisa eleitoral. A economista-chefe da BuysideBrazil, Andrea Bastos Damico, declarou que a cobertura política da mídia pareceu desfavorável ao candidato que lidera pesquisas, fazendo sua vantagem sobre o principal adversário diminuir.
O sócio e economista-chefe da G5 Partners, Luis Otávio Leal, não identificou fator concreto para o alívio local de renda fixa, atribuindo o movimento ao ambiente doméstico. Ele mencionou que a desvalorização do dólar, que caiu 0,93% frente ao real, ajudou a manter os juros contidos, mas focou em fatores internos.


