Os juros futuros de Depósito Interfinanceiro (DI) encerraram a sessão com ganhos leves, apesar da volatilidade no mercado. A alta ocorreu em meio às intensas tensões geradas por conflitos no Oriente Médio, enquanto os rendimentos dos Treasuries apresentaram alta firme.
A taxa do DI para janeiro de 2027 registrou 13,915%, com queda de 5 pontos-base em relação ao ajuste anterior de 13,962%. Já o DI para janeiro de 2028 marcava 14,12%, subindo 2 pontos-base sobre 14,105%. Na ponta longa, o DI para janeiro de 2035 alcançou 14,62%, com elevação de 3 pontos-base.
A agenda de indicadores no Brasil estava vazia, forçando os agentes a focar no cenário internacional, onde EUA e Irã intensificaram ataques. O petróleo Brent, que chegou a superar US$90 o barril, oscilou, mas voltou a subir após Donald Trump prometer retaliação contra o Irã. A taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu uma máxima de 14,155% às 9h04 e uma mínima de 14,005% às 10h30, encerrando o dia em alta.
Em relação à política monetária doméstica, o boletim Focus mostrou que a mediana das projeções de inflação para este ano caiu para 5,15%. A taxa básica Selic projetada para o fim de 2026 manteve-se em 14,00%, o que sugere mais um corte de 25 pontos-base ainda neste ano. A precificação de opções de Copom na B3 indicava 81% de chance de corte de 25 pontos-base em agosto.

