Um tribunal de Seul condenou nesta segunda-feira (31) Han Hak-ja, máxima dirigente da Igreja da Unificação, a dois anos de prisão. A viúva do fundador da organização, Moon Sun-myung, foi considerada culpada de participar da entrega de dinheiro e artigos de luxo a pessoas próximas ao ex-presidente Yoon Suk-yeol.
A sentença ocorre após a apuração de repasses financeiros e bens de alto valor destinados ao círculo íntimo do ex-mandatário. Han Hak-ja é conhecida entre seus seguidores como a Verdadera Madre e sustentava a tese de que sua missão global estaria acima de questões políticas.
Yoon Suk-yeol foi destituído do cargo e condenado à prisão perpétua por insurreição. A condenação do ex-presidente aconteceu após a decretação de lei marcial em dezembro de 2024.
A decisão judicial de Seul contraria a postura pública mantida pela líder religiosa durante décadas. A sentença de dois anos de reclusão marca um dos momentos mais críticos da história recente da instituição, referida como Seita Moon.


