A Justiça de Goiás revogou, no sábado, 15, a prisão preventiva de três investigados na Operação Simulatio. A decisão, proferida pelo juiz substituto em segundo grau Ricardo Silveira Dourado, acolheu pedido da defesa e apura fraudes em contratos públicos.
A Operação Simulatio, deflagrada pelo Ministério Público de Goiás (MP-GO) na última segunda-feira, 11, investiga suspeitas de fraudes em contratações públicas. Os contratos sob apuração, firmados entre dois mil e vinte e um e dois mil e vinte e cinco, somam R$ 273,2 milhões, com R$ 88,3 milhões já liquidados, segundo o MP-GO.
A defesa dos investigados classificou a soltura como acertada e fundamentada. O advogado Thales José Jayme informou que os envolvidos cumprirão as medidas cautelares impostas e permanecerão à disposição das autoridades. A defesa alega que os fatos serão esclarecidos durante o processo legal.
O magistrado considerou, entre outros pontos, o tempo decorrido desde a autorização das medidas cautelares, expedidas em maio deste ano pela juíza Ana Cláudia Veloso Magalhães. Ricardo Silveira Dourado afirmou que a demora estatal no cumprimento do mandado, sem novos fatos, poderia enfraquecer a necessidade da prisão.
A investigação, conduzida pelo Grupo de Atuação Especial do Patrimônio Público (Gaepp) do MP-GO, apura desvios estimados em R$ 14,8 milhões. Entre os envolvidos estão empresários e um funcionário, e a Justiça autorizou quebra de sigilos bancário, fiscal e telemático dos investigados.


