A Justiça de Santa Catarina condenou Amanda Maria Souza de Oliveira, de trinta e sete anos, por estelionato e falsa identidade. A 1ª Vara Criminal de Joinville impôs pena de reclusão e detenção, determinando o cumprimento em regime semiaberto.
A acusada utilizou o nome falso “Gabriele” para se aproximar de uma família no distrito de Pirabeiraba, em Santa Catarina. Um pastor local intermediou o contato. Inicialmente, ela informou ter dezoito anos e procurava emprego, mas depois alegou ter onze anos, sendo vítima de abuso e abandono.
Para sustentar a história, ela afirmou ter autismo e que sua aparência adulta resultava do uso forçado de hormônios na infância. A família acolheu a ré por catorze meses, arcando com custos de moradia, alimentação, medicamentos e um aniversário de doze anos, além de um tratamento de emagrecimento.
A desconfiança de um familiar levou à investigação. Após a polícia prender a mulher em dois de junho, ela confessou o uso de nome e idade falsos. Amanda admitiu ter aplicado o mesmo golpe no Paraná, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Ceará.
A sentença foi baseada em documentos da investigação, perícia no aparelho celular apreendido, depoimentos das vítimas e na confissão da acusada, conforme apontou o Ministério Público de Santa Catarina.

