A 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) restabeleceu, nesta segunda-feira (31), a prisão preventiva de um homem acusado de matar o pai para receber a herança. O réu estava em liberdade desde dezembro do ano passado, após decisões de primeira instância que também permitiram a retirada de sua tornozeleira eletrônica.
A decisão unânime do colegiado atende a recursos do Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), encaminhados pelos promotores Sara Weiser Martins e Átila Castoldi Kochenborger. Os desembargadores consideraram que as medidas cautelares anteriores eram insuficientes diante da gravidade do crime. O promotor Kochenborger afirmou que a medida preserva a ordem pública e assegura a aplicação da Justiça até o Tribunal do Júri.
O crime ocorreu no dia 7 de março de 2024, em uma propriedade rural de Restinga Sêca. O acusado, que tinha 21 anos na época, e a mãe, de 42 anos, são apontados como autores da morte do empresário Patrício Antonio Pillon, de 44 anos. A dupla foi presa em setembro daquele ano, na cidade de Santa Maria, mas foi libertada em dezembro de 2025.
Segundo a Polícia Civil e a denúncia do MPRS, o homicídio foi planejado com objetivo patrimonial. O corpo da vítima foi ocultado em uma área de mata próxima a uma fazenda, coberto por galhos e com uma faca ao lado. O processo indica que o filho simulou a cena e forjou álibis, fingindo descobrir o cadáver em decomposição dias depois.
O homem foi pronunciado por homicídio qualificado por motivo torpe, meio cruel, dissimulação, traição e recurso que dificultou a defesa da vítima, além de ocultação de cadáver e falsa identidade. A mãe responde por homicídio qualificado e falsa comunicação de crime. O MPRS também ajuizou ação para impedir que o réu receba a herança da vítima, processo que aguarda decisão judicial.


