A Justiça do Rio Grande do Sul revogou a prisão preventiva de Paula Lopes, ex-secretária municipal de Bem-Estar Animal de Canoas. A decisão substituiu a prisão por medidas cautelares, após ela ser indiciada por maus-tratos, estelionato, associação criminosa e violação de sigilo funcional.
A ex-secretária, que é apontada como principal investigada da Operação Carrasco da Polícia Civil, obteve a liberdade com base em fatores como a exoneração do cargo público. Segundo o juízo da Vara Regional do Meio Ambiente, a saída da função afasta a possibilidade de uso de influência política para novos crimes ou interferência na coleta de provas.
Outro ponto considerado foi a desmobilização da estrutura que, conforme denúncia, teria sido usada nas condutas investigadas. Um relatório técnico citado na decisão atesta que o Instituto Paula Lopes foi desocupado e não abriga mais animais domésticos.
A decisão judicial também observou que a investigada é primária, possui residência fixa na comarca e apresentou comportamento compatível com o andamento do processo. No entanto, a liberdade vem com restrições severas. Ela está proibida de atuar no recolhimento, transporte ou tratamento de animais, seja na esfera pública ou privada.
Além disso, Paula Lopes não pode manter contato com os demais réus ou testemunhas do processo. Ela também fica impedida de frequentar a Secretaria Municipal de Bem-Estar Animal de Canoas e as sedes do Instituto Paula Lopes. A medida impõe ainda a obrigatoriedade de comparecimento mensal em juízo e a proibição de deixar a comarca por mais de oito dias sem autorização judicial.


