Uma audiência de quase cinco horas no Condado de Dallas, no Texas, nesta terça-feira, manteve a restrição de contato entre a gestora substituta McKenna West e um recém-nascido com cardiopatia grave. A decisão da juíza Ashley Wysocki prorroga por 14 dias a proibição de acesso da enfermeira ao bebê, que nasceu em 12 de agosto.
A disputa envolve Nausheen Gilkar e Omar Ahmed, pais biológicos reconhecidos por um tribunal da Califórnia. Gilkar relatou em depoimento ter passado por oito tentativas de fertilização in vitro e uma histerectomia antes de contratar West para a gestação. O casal pediu a interrupção da gravidez após exames detectarem a síndrome da hipoplasia do ventrículo esquerdo no feto.
Segundo os advogados dos pais, o contrato previa a interrupção em casos de anomalias fetais e que West teria concordado inicialmente, mudando de ideia posteriormente. A defesa da gestora, financiada pela organização Alliance Defending Freedom, afirma que ela decidiu proteger a criança e buscou tratamento no Texas para garantir a sobrevivência do bebê.
O recém-nascido, chamado de Rumi pelos pais, passou por uma cirurgia de Norwood e segue em estado crítico. Informações apresentadas no tribunal indicam que a criança pode permanecer internada por pelo menos mais um mês. Gilkar declarou que conseguiu segurar o filho poucas vezes devido à complexidade dos cuidados médicos.
West, que já tem dois filhos, argumenta que deve ser reconhecida como mãe por ter dado à luz. A juíza Wysocki determinou que os próximos procedimentos do caso ocorram sob sigilo para preservar a privacidade da criança. O processo segue analisando os direitos parentais e o cumprimento do contrato de barriga de aluguel.


