A Justiça dos Estados Unidos determinou que a Meta pague US$ 942 milhões por danos à saúde mental de jovens e adote mudanças estruturais em suas redes sociais. A Corte Distrital do Novo México impôs, ainda, limite de uso de 90 horas mensais para usuários menores de 18 anos nos próximos cinco anos.
A sentença, considerada histórica, estabelece que a empresa deve criar um fundo de US$ 567 milhões para reparação. O foco das ações judiciais mudou da responsabilidade pelo conteúdo de terceiros para o chamado “design viciante” das plataformas, argumentando que a arquitetura dos aplicativos causa danos psicológicos.
O juiz Bryan Biedscheid não determinou alterações nos algoritmos de recomendação ou a eliminação da rolagem infinita, pois essas medidas poderiam contrariar proteções legais como a Primeira Emenda e a Seção 230. O WhatsApp não foi incluído nas sanções.
Especialistas apontam que as medidas atingem o núcleo do modelo de negócios das redes sociais, baseado no engajamento. Dados de litígios mostram que as ações contra redes sociais cresceram 222%, indicando uma tendência de maior fiscalização global sobre as big techs.

