A Justiça encerrou, nesta quinta-feira (27), a fase de instrução do processo que apura a morte da corretora Daiane Alves Sousa, em Caldas Novas, Goiás. O caso segue agora para as alegações finais, etapa em que o Ministério Público, a assistência de acusação e a defesa apresentam as conclusões sobre as provas produzidas.
Cléber Rosa de Oliveira, ex-síndico do condomínio onde a vítima mantinha apartamentos, está preso desde 28 de janeiro. Ele responde por homicídio qualificado e ocultação de cadáver. Durante audiência realizada por vídeoconferência, o réu permaneceu em silêncio ao ser interrogado.
A juíza Vaneska da Silva Baruki, da 1ª Vara Criminal de Caldas Novas, determinou que as alegações finais sejam entregues por meio de memoriais escritos. A decisão considera a natureza do processo e a necessidade de exame detalhado do conjunto probatório. O Ministério Público terá cinco dias para se manifestar, seguido pelo mesmo prazo para a acusação e, por fim, a defesa.
Daiane Alves Sousa, de 43 anos, desapareceu em 17 de dezembro de 2025. Imagens de câmeras e vídeos gravados pela própria vítima mostraram que ela desceu ao subsolo do prédio para verificar a queda de energia em um apartamento. O corpo foi localizado posteriormente em uma área de mata próxima à GO-213, entre Caldas Novas e Ipameri.
Na denúncia de fevereiro, o Ministério Público afirma que o crime foi planejado. A acusação sustenta que Cléber desligou o disjuntor do imóvel para atrair a corretora ao subsolo, onde a atacou por trás enquanto usava capuz e luvas, efetuando dois disparos na cabeça da vítima.
O conflito entre os dois teria começado em novembro de 2024, quando a corretora assumiu a administração de seis apartamentos da família, função anteriormente exercida por Cléber. O MP aponta que Daiane sofreu perseguições, ameaças e lesões corporais, tendo inclusive vencido uma ação judicial contra o ex-síndico sete dias antes de desaparecer.

