A Justiça do Rio de Janeiro manteve o bloqueio de créditos de fundos ligados à Pimco contra a Oi. A medida cautelar, definida pela desembargadora Mônica Maria Costa Di Piero, impede a transferência dos valores, que ficam indisponíveis como garantia de indenização.
O processo tramita sob sigilo e a decisão ocorre em meio à crise financeira da operadora. Em novembro de 2025, a 7ª Vara Empresarial do Rio de Janeiro havia convertido a recuperação judicial da companhia em falência, mas o TJRJ suspendeu essa decisão, mantendo a empresa sob gestão judicial.
A Oi busca responsabilizar os grandes credores pela deterioração de sua situação. Segundo a empresa, os fundos influenciaram a administração e priorizaram pagamentos, apesar de haver R$ 408 milhões em créditos concursais vencidos e quase R$ 2 bilhões em obrigações extraconcursais.
A Pimco contestou a versão da Oi, afirmando que não controlava a companhia e que as decisões foram tomadas pela administração. A gestora também sustenta que parte das questões debatidas estava prevista no plano de recuperação judicial homologado.
A desembargadora Costa Di Piero considerou haver elementos para manter o bloqueio. Ela apontou a remuneração de profissionais ligados à gestão e a necessidade de apurar o papel do aditamento ao plano. A decisão, contudo, ressaltou que a responsabilidade individual dos réus depende da produção de provas.

