A Justiça negou o pedido de prisão preventiva de um padre afastado da Paróquia Senhor Bom Jesus do Bonfim, em Ribeirão Preto, São Paulo. O religioso é investigado por crimes sexuais contra coroinhas, acusação que levou a Polícia Civil a solicitar a detenção em 13 de agosto.
O Ministério Público, por meio do promotor José Carlos Gallucci Thomé, manifestou-se contra a prisão, e a decisão judicial seguiu esse posicionamento. O inquérito policial apontava que o religioso teria cometido estupro de vulnerável e importunação sexual.
Segundo o promotor, as medidas cautelares protetivas já estabelecidas pela Justiça são suficientes para proteger as vítimas e as testemunhas. A defesa do padre, que nega as acusações, informou que o Judiciário determinou o retorno dos autos à delegacia de origem para cumprimento de diligências pendentes.
O caso tramita em segredo de justiça. O retorno dos autos visa anexar laudos periciais referentes a dispositivos de informática apreendidos com o investigado. A análise de materiais extraídos de computadores, apreendidos em Minas Gerais, reforçou relatos de vítimas, que incluem toques e trocas de mensagens íntimas.
Desde março, o padre está afastado de suas funções na paróquia. O procedimento, após a complementação dos laudos, deve retornar ao Ministério Público, que decidirá se oferece denúncia formal à Justiça.


