A Justiça de São Paulo determinou que a Meta, dona do Instagram, pague R$ 50 mil à modelo Milla Vieira. O valor refere-se à omissão da empresa em remover integralmente comentários racistas feitos contra a miss após sua eleição em julho de 2024.
Os ataques surgiram após a divulgação do resultado do concurso, e incluíam frases como “ganhou pela cota, só pode” e “calado eu me deito, sem processo me levanto”. O juiz da 2ª Vara Cível de São Paulo, em decisão de 14 de agosto, reconheceu o descumprimento da ordem judicial, aplicando a multa de R$ 50.000,00.
Segundo o advogado responsável pela defesa da modelo, o Instagram manteve parte do conteúdo acessível mesmo após uma liminar determinar a exclusão dos comentários. Além disso, a Justiça já havia exigido que a empresa fornecesse os endereços de IPs de 93 usuários que proferiram as mensagens, mas a entrega foi parcial e fora do prazo.
Milla Vieira afirmou que pretende usar sua visibilidade para conscientizar sobre os ataques nas redes sociais. Ela relatou que, ao ganhar o concurso em 2024, foi alvo de uma onda de ofensas racistas que tentavam desmerecer sua conquista.
A modelo declarou que as plataformas precisam assumir responsabilidade, pois a liberdade de expressão não abrange a destruição de indivíduos. Ela ressaltou que os R$ 50 mil são considerados irrisórios frente aos danos causados pelos ataques.

