O ex-CEO da Americanas, Sergio Rial, e outros acionistas e executivos podem ter suas movimentações financeiras monitoradas pela Justiça. A possibilidade surge de decisões sigilosas do desembargador Flávio Lucas, do Tribunal Regional Federal da 2 Região (TRF-2), mesmo após o desbloqueio de bens.
O magistrado atendeu aos pedidos das defesas e liberou os recursos, mas reforçou que os executivos continuam sob investigação. Segundo a decisão, a juíza responsável pode manter a quebra de sigilo bancário e fiscal para acompanhar qualquer movimentação patrimonial dos investigados.
A Justiça aponta que os fatos envolvem fraudes contábeis que podem se perpetuar por ocultação ou lavagem de dinheiro, em razão do inquérito policial em curso. O desembargador Lucas considerou que os altos valores bloqueados indicam que não há intenção dos executivos de dilapidar o patrimônio.
Os bloqueios anteriores atingiram um montante estimado em 54,2 bilhões de reais pela Polícia Federal. Beto Sicupira teve 314 milhões de reais bloqueados em contas, além de bens. Paulo Alberto Lemann teve 24,2 milhões em contas, enquanto Eduardo Saggioro teve 25,3 milhões. Para Sergio Rial, a Justiça bloqueou 352,4 milhões de reais.


