O Supremo Tribunal da Rússia decidiu nesta quarta-feira (12) excluir o partido Yabloko das eleições parlamentares marcadas para setembro.
A decisão retira da disputa a única legenda nacional que defendia publicamente o fim da guerra na Ucrânia. A medida é resultado de um pedido da Comissão Eleitoral Central do país.
Segundo as autoridades russas, o Yabloko teria cometido irregularidades na apresentação de documentos para registrar sua lista de candidatos.
O partido rejeitou a acusação e afirmou que a medida tem motivação política, com o objetivo de impedir que eleitores tenham acesso a uma alternativa de oposição ao governo de Vladimir Putin.
Fundado em 1993, o Yabloko é um partido de orientação liberal e democrática que se posiciona contra a invasão da Ucrânia desde o início do conflito.
Analistas acreditam que o processo eleitoral russo perde sua única candidatura nacional explicitamente contrária à guerra.
Organizações de direitos humanos e observadores internacionais têm acusado Moscou de restringir o espaço para a oposição política e limitar a concorrência eleitoral.
O Yabloko informou que pretende recorrer da decisão, mas especialistas consideram improvável que a medida seja revertida antes da votação.
O partido também afirmou que continuará defendendo um cessar-fogo e negociações para encerrar o conflito.


