O candidato do partido Novo ao Governo do Distrito Federal, Kiko Caputo, apresentou nesta segunda-feira (31) propostas de expansão da mobilidade urbana e mudanças na gestão da saúde pública. Em entrevista, Caputo afirmou que a capital vive uma crise de gestão causada pelo uso político de cargos públicos.
Para a mobilidade urbana, o candidato propôs investimentos de R$ 1,2 bilhão na modernização e expansão do metrô, com extensões para Samambaia, Ceilândia, Pôr do Sol e Sol Nascente. O plano inclui a implantação de cinco novas vias expressas para reduzir congestionamentos, abrangendo regiões como Planaltina, Lago Norte, Braslândia, Águas Claras e Encanto.
Na saúde, Caputo defendeu a manutenção do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (Iges-DF), mas com maior rigor na fiscalização de recursos e fortalecimento da Secretaria de Saúde. Ele criticou as filas para cirurgias e exames, afirmando que o DF possui um dos maiores gastos per capita do país sem entregar serviços compatíveis.
Sobre a administração pública, o candidato defendeu que cargos estratégicos sejam ocupados por servidores qualificados. Caputo disse que promete um choque de honestidade e de gestão para resgatar a excelência dos serviços, combatendo o que classificou como fatiamento eleitoreiro de cargos.
Questionado sobre concessões, Caputo afirmou que a privatização não é um tabu e que a prioridade deve ser a eficiência do serviço prestado à população.
O candidato também criticou a condução financeira e a transparência do Banco de Brasília (BRB). Segundo Caputo, as informações divulgadas pelo governo sobre a instituição não deixam claro o tamanho do problema financeiro, atribuindo a responsabilidade da crise à gestão atual.


