A Kroger, maior operadora de supermercados tradicionais do país, enfrenta dificuldades operacionais e queda no fluxo de clientes. Em reunião de resultados do primeiro trimestre, o CEO admitiu que os custos estão crescendo mais rápido que as vendas, apontando a necessidade de melhorias internas.
Gregory Foran, CEO da rede, declarou que a operação da empresa precisa de ajustes. Ele afirmou que a forma de trabalhar por trás das lojas deve melhorar, exigindo maior agilidade nas decisões e melhor aproveitamento dos ativos e talentos existentes. Foran disse que a redução de custos é um ponto de partida para outras melhorias.
A empresa também lida com a redução do número de clientes nas lojas. Um relatório da Jefferies indicou que o tráfego de clientes da Kroger caiu 0,22% em julho comparado ao mês anterior. Esse declínio foi o quarto mais acentuado entre dezesseis varejistas de mercearia analisados.
Analistas apontam falhas estratégicas. Neil Saunders, diretor da GlobalData, disse que a Kroger não soube capitalizar seu grande alcance. Segundo ele, a empresa se tornou um varejista de mercado intermediário, sem diferenciação clara em preço, experiência ou e-commerce.
Para reverter o quadro, Foran delineou um plano focado em competitividade e clareza para o consumidor. Ele afirmou que a meta não é ser o varejista de menor preço, mas sim oferecer valor claro e uma experiência positiva para o cliente.

