O enviado especial dos EUA, Jared Kushner, deu um ultimato a Hamas nesta segunda-feira. Ele exigiu que o grupo terrorista cumpra os compromissos de desarmamento em Gaza. Caso contrário, Israel receberá apoio militar dos Estados Unidos para concluir as operações.
Kushner detalhou reuniões diplomáticas realizadas em Egito e Israel nas últimas quarenta e oito horas. Os encontros visaram avançar o plano de paz de Gaza do presidente Donald Trump, enquanto os confrontos entre Israel e Hamas continuam. A imprensa noticiou que Israel realizou ataques aéreos e ocupou mais território em Gaza, apesar do cessar-fogo de outubro. Hamas, por sua vez, não entregou suas armas.
Em Cairo, Kushner se encontrou com representantes de Hamas e com o Comitê Nacional, o novo governo tecnocrata palestino. O enviado afirmou que o grupo reafirmou o compromisso com o plano de paz de vinte pontos de Trump. Ele mencionou um roteiro de quinze pontos trabalhado com Hamas nos últimos quatro meses, no qual o grupo se comprometeu a entregar suas armas.
O alerta de Kushner veio após seu segundo encontro presencial com o grupo militante. Ele disse que, embora o encontro tenha sido cordial, a confiança é difícil com uma organização terrorista. O plano de paz dos EUA foca em um cessar-fogo gradual, desmilitarização de Gaza, retirada de tropas israelenses e governança tecnocrática palestina.
Em Jerusalém e Tel Aviv, Kushner também se reuniu com o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O ponto de discórdia permanece no cronograma de execução do roteiro. Israel exige desmilitarização total antes de qualquer retirada ou reconstrução. Kushner alertou que os EUA não permitirão a reconstrução de Gaza até que a desmilitarização ocorra.

