Ladrões subtraíram quatro obras do pintor renascentista Antonello da Messina do Museu Regional de Messina, na Sicília, no domingo, 17 de agosto de 2026. O furto ocorreu durante a procissão da Vara, feriado de Ferragosto, e levou peças consideradas de grande valor cultural e artístico.
O artista do século quinze é reconhecido por inovar o retrato renascentista ao incorporar elementos do realismo flamengo e técnicas de pintura a óleo na Itália. Marisa Mercurio, diretora do Museu Regional de Messina, declarou que o ocorrido causou grande prejuízo para a cidade e o mundo da arte. “Messina perde a essência do maior artista do Renascimento europeu”, disse Enzo Caruso, conselheiro cultural de Messina.
Os criminosos, pelo menos três pessoas mascaradas, aproximaram-se do museu por volta das 21h50 de sábado, conforme relatos da imprensa local. Fontes investigativas indicaram que parte do corrimão do perímetro próximo a um portão lateral estava danificado e uma porta externa foi arrombada. O furto foi concluído em poucos minutos.
Entre os itens subtraídos estavam os cinco painéis de madeira remanescentes do Políptico de San Gregorio, uma obra datada de 1473, e um pequeno painel dobrável. Autoridades recuperaram dois painéis do políptico que foram encontrados abandonados em um muro externo, após denúncia de um cidadão.
Estima-se que as obras roubadas valham entre 70 e 80 milhões de euros. As autoridades de Messina abriram uma investigação sobre o caso, e investigadores estão analisando imagens de vigilância para entender como o sistema de segurança foi contornado.


