Criminosos invadiram o Museu de Villena, na província de Alicante, na madrugada desta quinta-feira (27), e roubaram total ou parcialmente o Tesouro de Villena. A ação ocorreu entre as 5h20 e 5h24, levando cerca de 60 peças de ouro, prata e ferro produzidas há aproximadamente 3 mil anos.
Um porta-voz do município afirmou que a operação foi “super-rápida e superprofissional”. A polícia realiza um inventário para apurar quais objetos foram levados, já que as autoridades ainda não confirmaram se todo o conjunto desapareceu ou se houve a seleção de peças específicas.
O Tesouro de Villena, datado de 1.000 a.C., é composto por 29 braceletes, 11 tigelas, três recipientes semelhantes a garrafas e outros artefatos. O museu classifica a coleção como um dos mais importantes conjuntos de ouro da Idade do Bronze na Europa, comparável a achados nas tumbas reais de Micenas, na Grécia.
A prefeitura informou que todos os sistemas de segurança foram acionados e não houve indicação de falha nos equipamentos. A rapidez da invasão é um dos focos da investigação policial.
As autoridades apuram se um alarme disparado em um centro esportivo da cidade, pouco antes do crime, teve relação com o roubo. A suspeita é de que a primeira ocorrência tenha sido provocada para desviar a atenção das forças de segurança.
O conjunto arqueológico foi descoberto em 1963 pelo arqueólogo José María Soler, que encontrou as peças enterradas em um recipiente no leito de uma rambla na região de Alicante.


