Um laudo médico indica que Lara Marina Soares Tosta, de 20 anos, já sabia da gestação antes de representar o Brasil no Miss Supranational 2026, na Polônia. O documento, com ultrassonografia de 22 de abril, aponta sete semanas de gravidez, contrariando a afirmação da modelo de que descobriu a condição apenas em agosto.
O Concurso Nacional de Beleza (CNB), responsável pela franquia brasileira, informou que a destituição do título ocorreu por descumprimento de obrigações contratuais. Segundo a organização, candidatas grávidas não podem participar das etapas de preparação e competição devido à rotina de viagens e exposição física. Lara teria comunicado a gravidez oficialmente apenas em 12 de agosto, após retornar do exterior.
A entidade citou outras irregularidades, como a substituição de figurinos autorizados por roupas de escolha da candidata. Em um episódio durante a competição internacional, a modelo teria substituído um biquíni por um maiô, justificando a mudança por prisão de ventre, sem mencionar a gravidez na ocasião.
O CNB relatou ainda falhas na comunicação, afirmando que a representante ficou mais de 24 horas sem responder à equipe de produção. Em um desses momentos, antes da viagem, Lara teria atribuído a ausência a um quadro de dengue.
Lara terminou a competição internacional em terceiro lugar e mantém essa classificação. A perda da faixa refere-se apenas ao título nacional. Com a saída da capixaba, a vice-campeã Camilly Ceccon deve assumir o posto de Miss Brasil Supranational 2026.
A modelo está internada no Hospital das Clínicas de Vitória, no Espírito Santo. Enquanto uma nota nas redes sociais afirma que o quadro é estável, o namorado da jovem, Gustavo, disse que a internação ocorreu por estresse e que a vida de Lara e do bebê estaria em risco.

