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Leitura: Lei Rouanet capta R$ 10,7 bilhões desde início do governo Lula
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Economia

Lei Rouanet capta R$ 10,7 bilhões desde início do governo Lula

Carla Fernandes
Última atualização: 30 de agosto de 2026 10:25
Carla Fernandes
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Tempo: 3 min.
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Projetos culturais captaram R$ 10,7 bilhões por meio da Lei Rouanet desde 2023, no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O montante supera os R$ 9,2 bilhões somados durante a gestão de Jair Bolsonaro, segundo dados do Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), do Ministério da Cultura, consultados em 27 de agosto.

Em 2026, o volume de recursos liberados por empresas já chega a R$ 1,18 bilhão. O índice atual representa mais do triplo do captado em 2014, quando o valor foi de R$ 1,33 bilhão. O recorde histórico do mecanismo pertence ao primeiro governo de Dilma Rousseff, com R$ 10,8 bilhões em valores corrigidos pela inflação.

O Secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura, Thiago Leandro, afirmou que o resultado reflete a visão do governo de que a cultura é um investimento. Leandro informou que a pasta pretende manter a expansão do mecanismo nos próximos anos, condicionada à demanda de projetos e patrocinadores, caso ocorra a reeleição de Lula.

A ampliação dos recursos depende da definição do limite de renúncia fiscal na peça orçamentária. O secretário explicou que o ministério monitora a procura de empresas por patrocínios para negociar a elevação desse teto com os ministérios da Fazenda e do Planejamento.

Um estudo da Fundação Getulio Vargas (FGV) indica que cada R$ 1 investido via Lei Rouanet movimentou R$ 7,59 na economia em 2024. Com base nessa metodologia, o governo estima que os R$ 1,18 bilhão captados em 2026 gerem um impacto de cerca de R$ 8,9 bilhões na economia.

No segmento de empresas públicas da União, as captações somaram R$ 312,7 milhões em 2026. A Petrobras foi a principal fonte de aportes, respondendo por 89% desse valor, com a destinação de R$ 278,1 milhões.

Os projetos com maior volume de captação em 2026 são planos plurianuais de grandes museus e orquestras voltados para o período entre 2027 e 2030. Para captar, as propostas precisam de aprovação prévia do Ministério da Cultura, permitindo que empresas abatam o valor do Imposto de Renda devido.

TAGGED:economia criativaincentivo fiscallei-rouanetMinistério da CulturaPetrobras
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