O leilão do prédio da Policlínica Geral do Rio, no Centro, foi adiado para o dia 20 de outubro. O imóvel, que tem 13 pavimentos e cerca de 12,6 mil metros quadrados de área construída, está avaliado em R$ 70 milhões e será vendido por valor igual ou superior a essa avaliação no primeiro pregão.
O pregão, que estava marcado para a última terça-feira (25), foi suspenso por determinação judicial. O edifício, localizado na Avenida Nilo Peçanha, 38, possui diversas penhoras e indisponibilidades decorrentes de processos judiciais, além de débitos de IPTU e do Fundo Especial do Corpo de Bombeiros (Funesbom).
Em caso de não haver interessados no primeiro leilão, um segundo pregão será realizado no dia 22 de outubro, quando o prédio poderá ser arrematado pela melhor oferta admitida, conforme as regras estabelecidas pelo Código de Processo Civil.
O imóvel está envolvido em uma execução trabalhista que tramita na 30ª Vara do Trabalho do Rio de Janeiro. Embora pertença à União sob regime de aforamento, o edifício está registrado em nome da Policlínica e possui diversas penhoras e indisponibilidades decorrentes de processos judiciais.
Vale destacar que esta não é a primeira vez que o edifício é colocado à venda judicialmente. Em 2017, o imóvel também foi levado a leilão, quando recebeu avaliação de R$ 105 milhões. Erguido no início da década de 1940, o prédio guarda parte da história da medicina brasileira. A Policlínica Geral do Rio foi fundada em 1881, por um grupo de médicos da então capital do Império, com a proposta de oferecer atendimento gratuito à população de baixa renda e funcionar também como espaço de ensino e aperfeiçoamento médico.
Ao longo de sua trajetória, a instituição recebeu alguns dos principais nomes da medicina brasileira, entre eles Oswaldo Cruz e Manoel de Abreu. Foi também no local que o médico Carlos Arthur Moncorvo de Figueiredo ministrou aquela que é considerada a primeira aula de pediatria do Brasil. A Policlínica é apontada como pioneira na implantação de um modelo integrado de atendimento médico e chegou a se tornar referência na assistência hospitalar do Rio. Há pelo menos dez anos, a instituição enfrenta problemas em suas instalações.


