A leishmaniose é um grupo de doenças causadas por protozoários, transmitidos pela picada do mosquito-palha. No Brasil, as formas mais comuns são a tegumentar, que afeta a pele, e a visceral, que compromete órgãos internos e pode ser fatal.
A transmissão ocorre quando o mosquito-palha adquire o protozoário Leishmania chagasi ao picar animais infectados e, depois, transmite o parasita a humanos. Não há transmissão pelo contato direto com os animais, pois o inseto atua apenas como vetor.
O infectologista da Fundação para o Desenvolvimento Médico e Hospitalar (Famesp), que atua na rede credenciada do Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público Estadual (Iamspe), informou que o principal sinal de alerta da leishmaniose tegumentar é uma ferida na pele que não cicatriza em semanas ou meses. Alterações persistentes em nariz, boca ou garganta também necessitam de atenção.
A forma visceral, considerada mais grave, apresenta sintomas inespecíficos. Segundo o especialista, febre superior a duas semanas, perda de peso, cansaço intenso, falta de apetite e aumento do abdômen são sinais de alerta. Em casos avançados, a doença pode causar anemia e fragilizar o sistema imunológico.
Para prevenir a doença, as autoridades de saúde sugerem manter quintais e terrenos limpos, eliminando lixo e matéria orgânica. O uso de repelentes, telas em janelas e vestimentas que cubram braços e pernas é recomendado, sobretudo no período do entardecer ao amanhecer.


