O empresário Leonardo Rizzo, primeiro suplente na candidatura de Gustavo Gayer (PL) ao Senado por Goiás, afirmou nesta sexta-feira (28) que a carga tributária brasileira reduz o poder de compra da população. Em entrevista, ele relacionou a perda de renda ao tamanho da máquina pública e aos tributos embutidos no consumo.
Rizzo alegou que a tributação sobre alimentos chega a 55% e a da gasolina atinge 60%. Segundo ele, o Estado gasta mais do que arrecada para manter privilégios dos poderes Legislativo, Executivo e Judiciário, que classificou como os mais caros do mundo. O candidato defendeu que o eleitor questione esses custos no momento do voto.
O economista apontou a insegurança jurídica como o principal obstáculo para empreendedores no Brasil. Ele atribuiu o problema a decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) e a interpretações divergentes da lei. Para Rizzo, o cenário é resultado de um Senado fragilizado, que permitiria ao STF atuar de forma diferente se houvesse maior força política na casa.
O suplente defendeu a implementação de limites de mandato para ministros do STF. Ele argumentou que a permanência por décadas no cargo gera riscos de “familiocracia” e apadrinhamento, citando a possibilidade de formação de grupos de interesse quando parentes de ministros atuam como advogados.
Sobre a gestão parlamentar, Rizzo criticou deputados e senadores que assumem o mérito por emendas destinadas a municípios. Ele afirmou que a transferência de recursos é uma obrigação do Estado e não um favor dos políticos. Também sugeriu que partidos adotem sabatinas internas para selecionar candidatos, prática utilizada pelo partido Novo, onde já foi filiado.
Questionado sobre a proposta do governo federal de criar um programa de renegociação de dívidas para clubes de futebol, nos moldes do Desenrola, o dirigente do Vila Nova classificou a ideia como “piada”. Ele afirmou que clubes não precisam de apoio estatal por possuírem incentivos e isenções, defendendo que a recuperação financeira depende de gestão própria.
Sobre as casas de apostas on-line, Rizzo defendeu a regulamentação do setor em vez da proibição. Ele sugeriu que o governo estabeleça regras de idade mínima e restrições para pessoas com renda alta, visando disciplinar a atividade para evitar o endividamento da população.

