A líder da Igreja da Unificação, Han Hak-ja, foi condenada a dois anos de prisão nesta sexta-feira, em Seul, sob acusações de suborno e fornecimento de fundos políticos ilegais. A decisão judicial refere-se à entrega de joias e bolsas de luxo à ex-primeira-dama Kim Keon Hee, esposa do presidente deposto Yoon Suk Yeol.
Han Hak-ja, de 83 anos, está presa desde setembro de 2025. Na ocasião, o tribunal justificou a custódia preventiva para evitar que a líder destruísse provas criminais. A sentença atual envolve a entrega de duas bolsas Chanel e um colar de diamantes para a ex-primeira-dama.
As investigações indicam que a acusada desviou recursos da Federação das Famílias para a Paz Mundial e Unificação para obter favores políticos voltados aos interesses comerciais da instituição. Entre os valores citados, consta o pagamento de US$ 72 mil a um interlocutor chamado Kweon, realizado antes da eleição de Yoon em 2022.
O caso teve início com a prisão de Kim Keon Hee, acusada de receber presentes de luxo de um ex-funcionário da igreja. Han Hak-ja negou as acusações no momento da prisão, questionando os motivos que a levariam a cometer tais atos.
A Igreja da Unificação informou que as quantias enviadas a Kweon seriam presentes típicos do Ano Novo coreano. A instituição afirmou que a líder não teve envolvimento com a ex-primeira-dama ou com o ex-funcionário citado.
Fundada em 1954, a organização controla empresas de diversos setores e promove casamentos em massa. A instituição enfrentou a dissolução de sua filial japonesa recentemente, após o assassinato do ex-primeiro-ministro Shinzo Abe.


