O apoio explícito de líderes religiosos aos candidatos Lula e Flávio Bolsonaro permanece restrito, segundo levantamento feito por veículos de comunicação. Enquanto um pastor declarou voto ao senador, a maioria das figuras religiosas de destaque manteve-se em silêncio sobre as disputas eleitorais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o apoio explícito do pastor Henrique Vieira, candidato a deputado federal pelo Psol. Já Flávio Bolsonaro conta com o endosso do pastor Silas Malafaia, que afirmou em vídeo no dia dezesseis de agosto de dois mil e vinte e seis que votará no senador por considerá-lo novo e por ter aprendido com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Outros líderes evangélicos mantiveram encontros com o senador Flávio Bolsonaro. José Wellington Bezerra da Costa recebeu o senador em abril e fez uma oração. Valdemiro Santiago conduziu um culto com a participação do político. André Valadão recebeu o senador e sua esposa em Orlando, nos Estados Unidos, no final de dois mil e vinte e cinco.
A Frente Evangélica pelo Estado de Direito, liderada por Ariovaldo Ramos, informou que se reunirá no final de semana para decidir sobre um possível apoio público a algum candidato. Dados do Censo Demográfico do IBGE indicam que a proporção de evangélicos no Brasil cresceu de vinte e um vírgula sete por cento em dois mil e dez para vinte e seis vírgula nove por cento em dois mil e vinte e dois.
Em levantamento do PoderData, realizado em treze de agosto, cinquenta e um por cento dos evangélicos manifestaram intenção de votar em Flávio, contra vinte e sete por cento para Lula. O presidente Lula já havia mencionado dificuldades na comunicação com o público evangélico.

