A Lituânia oferece incentivos financeiros e isenções de taxas para atrair trabalhadores qualificados e estudantes internacionais. O país possui o maior salário mínimo entre as nações bálticas, fixado em € 1.153 (cerca de R$ 7 mil), e mantém custos de vida inferiores à média da União Europeia.
Profissionais de setores estratégicos, como TI e Engenharia, podem solicitar o Arrival Allowance, um auxílio de chegada de € 4.727 (cerca de R$ 28 mil) para cobrir despesas de mudança. O benefício é destinado a quem possui contrato por tempo indeterminado e salário bruto mensal de, no mínimo, € 4.727, sendo pago após seis meses de trabalho no país.
Para estudantes de fora da União Europeia, o governo disponibiliza as Lithuanian State Scholarships, que incluem isenção de taxas e ajudas financeiras mensais para mestrados e cursos de curta duração. O processo de imigração inicia com o visto Nacional Tipo D, válido por até um ano, que serve como ponte para a Autorização de Residência Temporária.
Alunos de bacharelado podem trabalhar durante os estudos. Nos dois primeiros anos, a carga horária permitida é de 20 horas semanais, subindo para 40 horas nos anos seguintes. Cientistas com contrato em universidades ou centros de pesquisa têm isenção de permissão de trabalho e podem levar a família, que também recebe direito ao emprego.
O custo de vida é concentrado no aluguel. Em Vilnius, apartamentos de um quarto no centro custam a partir de € 600 (cerca de R$ 3.600), enquanto opções fora da região central variam entre € 380 e € 500. O passe mensal de transporte na capital custa € 29, embora existam propostas para elevar o valor para € 45 para renovação da frota.
Com IDH de 0,895, a Lituânia é classificada como um país de qualidade de vida muito alta e segurança elevada, ocupando a 24ª posição no ranking mundial. A integração, contudo, exige o aprendizado da língua local, considerada uma das mais difíceis da Europa, apesar do amplo uso do inglês no mercado de trabalho.

